13 ago 2018

O presente, o futuro e a era da “Coopetição”

Não é novidade que o marketing apoiado em estratégias, direcionado por métricas e focado em resultados chegou ao seu potencial mais alto com o digital.

 

Se apropriar das metodologias recentes e extrair o melhor das novas ferramentas é uma das nossas maiores preocupações atualmente como profissionais de marketing.

 

“Coopetição” e a Teoria dos Jogos

 

O termo “coopetição” vem sendo utilizado por vários autores para definir, de acordo com Cairo, 2006 e Walley,2007, uma:

 

“Situação em que, simultaneamente, as empresas cooperam e competem, com o objetivo de criarem e capturarem valor para os seus clientes”

 

A colaboração entre duas ou mais organizações busca aproveitar a complementaridade de recursos, redução de custos e a entrega de um produto final de maior qualidade e inovação.

 

O termo foi criado na década de 90, ao que tudo indica por estudiosos da Teoria dos Jogos, que baseados em casos reais de diferentes indústrias, defenderam que tanto a cooperação como a competição eram necessárias e desejáveis no mundo dos negócios.

 

A pesquisa trazia novidades às anteriores teorias, como a das cinco forças de Porter, que se focava quase exclusivamente na competição. A Teoria dos Jogos estuda como as interações entre os jogadores e as escolhas que cada jogador faz leva a resultados diferentes.

 

O novo ecossistema de marketing

 

A complexidade alcançada pelo marketing nos tempos atuais, com os inúmeros recursos e metodologias trazidos pelo digital para a “caixa de ferramentas” estratégica das empresas, exige um novo arranjo de prestadores de serviços, que tenha o cliente como centro das soluções oferecidas.

 

Na situação atual, a gestão de marketing por “silos” que não interagem e métricas que não conversam entre si está fadada ao desperdício de forças e recursos financeiros.

 

Somado a isso, a superficialidade no uso das novas metodologias e ferramentas leva quase sempre a resultados muito aquém do potencial, às vezes inócuos.

 

A regra atual do jogo é, portanto, a colaboração e complementariedade: um ecossistema com diferentes expertises para oferecer soluções amplas e a profundidade de conhecimento que cada peça deste arranjo exige.

 

 

Um novo arranjo entre clientes e prestadores de serviços, com foco central nos resultados finais a serem alcançados, sejam de vendas ou construção de marca e portanto flexível e articulado de acordo com eles.

 

O modelo de trabalho da Colmeia

 

Como o próprio nome diz, nascemos colaborativos. Nosso posicionamento segue dois princípios:

 

  • Focar no que existe de melhor em estratégia de conteúdo, ferramentas de mensuração e tecnologias de automação. Para isso usamos as melhores técnicas de Inbound, SEO, analytics e ferramentas como o Watson, da IBM;
  • Sermos MUITO bons em trabalhar em parceria com nossos clientes, agências e demais prestadores de serviço. Há três anos apostamos nisso e trabalhamos para avançar no que chamamos de “governança de performance”.

 

Os benefícios para Clientes e Agências

 

Agências
  • Expandir o portfólio alcançando novos clientes e aumentar a presença nos atuais;
  • Fidelização: o trabalho de performance envolve um conhecimento cada vez maior do cliente, da base e do comportamento dos seus consumidores, além do processo de vendas;
  • Comprovação do retorno financeiro e em vendas das ações;
  • Maior foco no core business e nas competências essenciais, ao mesmo tempo que cria uma barreira de entrada para concorrentes que trabalham metodologias específicas.

 

Clientes
  • Contar com empresas especialistas, que conheçam a fundo e tenham experiência nas áreas de marketing envolvidas nas ações de marketing recorrentes ou nos projetos;
  • Ganhar uma visão global do trabalho de marketing e do impacto e interconexão das ações no resultado final;
  • Criar uma governança entre diversos fornecedores, alinhando métricas cruzadas, responsabilidades e criando níveis de serviço (SLA) entre eles;Aumentar a conversão em vendas;
  • Alinhar os fornecedores e áreas internas em um objetivo único;

 

Não é uma tarefa fácil, exige mudanças culturais e a quebra de barreiras entre os grupos que de certa forma podem se sentir “donos” e criem verdadeiras caixas pretas no seu pedaço do ecossistema geral. Mas a mudança deve ser feita, com todo o cuidado que uma gestão de mudança exige, porém não há mais tempo a perder.

 

Quem sabe um dia premiações como a de Cannes passem a premiar projetos coletivos ao invés da, cada vez mais restrita, ação individual e isolada dos players do nosso mercado?